Washington, 16 de maio de 2025 — Uma pesquisa divulgada nesta semana por especialistas em direitos humanos comparou os desafios enfrentados por Brasil e Estados Unidos no combate ao racismo estrutural. O levantamento aponta que, apesar das diferenças culturais e históricas, os dois países compartilham problemas semelhantes na luta contra a discriminação racial.
De acordo com o estudo, o Brasil ainda carrega as consequências de mais de três séculos de escravidão. Mesmo representando mais da metade da população, negros e pardos continuam sendo a minoria em cargos de liderança, ensino superior e postos de alto salário. A pesquisa também destaca a desigualdade no acesso a serviços públicos, como saúde e educação, e a alta taxa de letalidade policial que atinge, principalmente, jovens negros em regiões periféricas.
Nos Estados Unidos, embora a legislação tenha avançado desde o fim da segregação racial na década de 1960, o racismo ainda se manifesta em diferentes áreas. Casos de violência policial contra pessoas negras continuam gerando protestos em todo o país. Além disso, o estudo aponta disparidades no sistema prisional, onde a população negra é proporcionalmente mais encarcerada.
O relatório conclui que tanto o Brasil quanto os Estados Unidos precisam investir em políticas públicas de inclusão, educação e combate à discriminação para reduzir as desigualdades. “Os desafios são grandes em ambos os países, mas o reconhecimento do problema é um passo essencial para construir sociedades mais justas”, afirma a pesquisadora americana Laura Jenkins, uma das autoras do estudo.
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