Brasília, 16 de maio de 2025 — Nesta semana, historiadores relembraram a trajetória de Getúlio Vargas, presidente que governou o Brasil em dois períodos marcantes e que, até hoje, divide opiniões entre estudiosos e a população.
Vargas chegou ao poder em 1930, após liderar um movimento que depôs o então presidente Washington Luís. Inicialmente, governou como chefe do governo provisório e depois como presidente constitucional. Em 1937, deu um golpe de Estado, instaurando o regime do Estado Novo, uma ditadura que durou até 1945. Durante esse período, Vargas concentrou poderes, fechou o Congresso, censurou a imprensa e perseguiu opositores políticos.
Apesar do autoritarismo, seu governo é lembrado por importantes avanços sociais e trabalhistas. Getúlio criou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), instituiu o salário mínimo, a carteira de trabalho, e ampliou direitos como férias remuneradas e jornada de oito horas. Essas medidas o tornaram popular entre as classes trabalhadoras, que o apelidaram de “pai dos pobres”.
Após um período afastado da política, Vargas retornou ao poder em 1951, desta vez eleito democraticamente pelo voto popular. Seu segundo mandato foi marcado por crises políticas e pressões de diferentes setores. Enfrentando forte oposição, Vargas acabou se suicidando em 1954, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, deixando uma carta-testamento que inflamou ainda mais a polarização política da época.
Getúlio Vargas permanece como uma das figuras mais complexas da história brasileira, lembrado tanto por seus avanços sociais quanto pelos períodos de autoritarismo.
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